Continuamente vamos testemunhando relações de namoro entre pessoas de origens e raças diferentes com tanto amor que sobra para dar aos que por motivos infundados comprometem a sua existência como seres humanos (livres e independentes).
O ser humano tem a prerrogativa de livre escolha do parceiro certo para si e, neste campo do amor, o que manda em última instância é o coração.
Matilde é uma cidadã moçambicana e Rodolf canadense. Conheceram-se numa festa de aniversário de um colega de trabalho do noivo onde ela também era convidada. Naquela festa, o ambiente estava criado para que todos os participantes se sentissem bem, em função das suas necessidades ou interesses.
A varanda do apartamento foi o local certo para Rodolf se acomodar e desfrutar da música e do irresistível ambiente minuciosamente preparado para agradar a todos.
Não foi para menos! Até hoje, Matilde não sabe explicar como acabou estando naquela varanda e a conversar com o Rodolf sobre a sua situação laboral. A partir dali, Outubro de 1995, nunca mais se largaram, embora, no início, se relacionassem como simples amigos.
A relação que dura há mais de 14 anos, repartidos entre momentos menos e mais sérios, é legítima e responsável do matrimónio que testemunhamos neste espaço criado exclusivamente para acolher imagens e sentimentos próprios dos que do amor desfrutam.
O casal que viveu junto dois anos antes do casamento, tem 5 filhos resultantes das anteriores relações, designadamente, dois do noivo e três da noiva. A propósito, cabe referir que entraram em consenso para a não geração de mais filhos.
Esta bela experiência, que fortalece a nossa ideia de que nas relações conjugais o mais importante é o amor, embora reconheçamos as particularidades de cada caso, julgamos exemplar e incentivadora de boas práticas amorosas.
Matilde é economista e funcionária do Estado, afecta no Ministério de Agricultura, e Rodolf, engenheiro electrotécnico, trabalha na área de energia.
Aqui, a Timbila dos Machopes tocou mais alto e a tradicional e irresistível melodia invadiu o ouvido bem apurado do Rodolf que, de imediato, não só captou como da timbila se serviu. O casal não tem que perguntar porque motivo terá estado naquela varanda, naquele dia... O Cupido Verde não avisa.
Felicidades para o casal e sua família.
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