A disfunção eréctil é um dos problemas que mais envergonha os homens, inibindo-os de procurar ajuda. Quando confrontados com o problema, muitos optam por não falar, por esconder ou por aceitar que a sua vida sexual acabou.
Pois que este pensamento não poderia estar mais errado, uma vez que existem tratamentos eficazes para a disfunção eréctil.
Esta patologia que afecta cerca de 500.000 portugueses, estimando-se que 30 a 52% tenham idades entre os 40 e os 70 anos. A abordagem desta doença deve ser encarada com a mesma naturalidade com que se focam e estudam outras patologias médicas. «A vontade do doente deve ser respeitada, bem como a da sua companheira, para realizar sessões programadas que permitam o diálogo aberto e informal dos doentes com técnicos de saúde de forma a esclarecer todas as dúvidas», diz-nos o urologista La Fuente de Carvalho.
Um dos problemas que leva os doentes a inibirem-se de falar é por entenderem ser um assunto da sua intimidade e não o quererem revelar. Existem ainda pacientes que consideram que nada há a fazer, que se trata de uma consequência da idade e que a sua actividade sexual está a acabar. «Nenhum destes conceitos corresponde à verdade, pois durante a terceira idade permanece uma sexualidade gratificante», esclarece o urologista.
Existe cura! Não a deixe fugir...
Independentemente das causas e dos motivos que levam à disfunção eréctil, «existem terapêuticas, tanto para os casos menos graves como para os mais complexos». Cada opção de tratamento deve ser administrada de acordo com indicações específicas para cada situação. «A disfunção eréctil é uma doença que, na maioria dos casos, tem tratamento e deve ser encarada como uma dificuldade do casal em manter uma vida afectiva gratificante e um parâmetro de qualidade de vida», explica La Fuente de Carvalho.
Se suspeita que o seu companheiro sofre de disfunção eréctil, o primeiro passo é procurar ajuda médica. Existem várias formas de tratamento que o ajudarão a passar esta fase da sua vida. «Para o diagnóstico desta doença, é essencial a conjugação do exame físico com a história sexual, médica e psico-social do paciente. O médico tem de saber se o problema é de ordem física ou psicológica para propor o tratamento mais adequado», indica o
ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia.
OS TRATAMENTOS A QUE PODE RECORRER
Medicamentos orais
São os inibidores de fosfodiesterase 5 (PDE5) e apresentam-se como «terapêuticas de primeira linha no tratamento, pelas vantagens de demonstrarem uma eficácia elevada, segurança, serem bem tolerados, terem uma taxa pequena de efeitos adversos, serem de administração oral, bem aceites pelo doente e adaptados às expectativas de cada casal». Apesar do sucesso, é necessário saber que «estes fármacos necessitam de uma estimulação sexual prévia para poderem desenvolver o seu mecanismo de acção», alerta o urologista.
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