O tema voltou à agenda mediática através da personagem Samantha no segundo filme da série «Sexo e a Cidade». A entrada na menopausa, um processo biológico natural, é um desafio para qualquer mulher.
O corpo passa por alterações e surgem sintomas físicos e emocionais menos agradáveis, na sequência do declínio da produção das hormonas ligadas à fertilidade.
Encarar esta nova fase de forma positiva é essencial e a Medicina pode, hoje, auxiliar-nos a vivenciar esta etapa com maior equilíbrio. Saiba o que a terapia hormonal de substituição (THS) pode fazer por si.
E agora?
De acordo com Mário de Sousa, a primeira coisa que deverá fazer perante a ausência de menstruação é consultar o seu médico para excluir a hipótese de gravidez e confirmar a entrada na menopausa.
«Pode até nem ter sintomas desagradáveis e, nesse caso, não precisará de fazer tratamento. Se tiver queixas (afrontamentos, suores nocturnos, desconforto vaginal, osteoporose, ansiedade, insónias ou depressão), a sua situação será avaliada».
«Depois de verificar se não existem contra-indicações a tratamentos hormonais», sublinha, o médico irá aconselhá-la.
THS
Como explica Mário de Sousa, «os tratamentos hormonais de substituição servem para atenuar sintomas e prevenir patologias a longo prazo». Esta terapêutica consiste na administração de estrogénio, no caso das mulheres às quais foi retirado o útero, ou de uma combinação de estrogénio e progesterona.
O tratamento, refere o especialista, «deve ser iniciado o mais cedo possível, após o desaparecimento da menstruação, e adoptado pelo mínimo de tempo até ao desaparecimento dos sintomas, nas dosagens mais baixas que permitirem à mulher sentir-se bem».
O seu médico irá dizer-lhe qual o tipo, a dose e a via de administração mais adequados ao seu caso. «Os adesivos transdérmicos são o meio de administração que provoca menos efeitos de sobrecarga», aponta.
Passados três a quatro meses, deverá consultar novamente o médico. Cumpra a calendarização de consultas recomendadas.
Vantagens
«Para uma elevada percentagem de mulheres, a THS representa o final dos sintomas desagradáveis entre cinco e dez anos, o que permite recuperar a qualidade de vida anterior à menopausa, previne e trata a osteoporose e previne doenças cardiovasculares», sublinha o especialista.
Deverá, contudo, reavaliar de seis em seis meses, com o seu médico, a evolução do seu caso.
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