De uma paixão “adormecida”, de um começo num destino traçado pelo amor e de um amor à primeira vista nasce um projecto inovador que pretende espalhar “o nome de Moçambique” pelo mundo, a Ideias a Metro (IM).
Tudo começou há seis anos, quando Carla Pinto, jovem empresária portuguesa, se mudou-se Moçambique com o seu marido. Para trás, a empresária deixou a sua formação em comunicação empresarial e várias experiências em consultoras de comunicação.
Em Moçambique, mais precisamente em Maputo, trabalhou durante um ano como directora de marketing de duas marcas de automóveis.
Por razões familiares, Carla teve que mudar-se para Cuamba. Aqui, a empresária decidiu criar algo de raiz, usando matéria-prima local. Como corre-lhe no sangue o espírito marketeer, mal chegou àquela província questionou-se: “O que é que se pode fazer daqui?”
Atenta e boa observadora, reparou que “em qualquer parte todas as mulheres usavam capulana.”
No entanto, não foi da oportunidade de negócio que vislumbrava que nasceu o seu projecto, mas sim da união entre uma velha paixão, a moda e uma nova, os tecidos africanos que todas “as mulheres moçambicanas usavam”, a capulana. “Aquelas cores fortes atraíram-me, foi logo paixão à primeira vista.“, contou com entusiasmo Carla Pinto.
O projecto começou de forma informal, através de um blogue. Carla desenhava as roupas e um alfaiate local confeccionava-as. A divulgação online despertou o interesse em pessoas de Portugal e em Maputo. A partir daí, o negócio desenvolveu-se como uma bola de neve.
Apesar das dificuldades que teve que enfrentar inicialmente, como a falta de uma indústria têxtil local, os problemas logísticos de acesso à Internet, comunicações telefónicas, transportes e, até, de electricidade, conseguiu montar o projecto.
Actualmente, a empresa encontra-se em Maputo, onde existem mais condições de acesso a transportes e estabilidade de infra-estruturas que permitem a redução dos custos e maior sustentabilidade ao projecto. “Não fazia sentido continuar com custos elevados. Foi um percurso, as coisas começaram lentamente. Hoje temos duas lojas em Moçambique”, explica.
A marca tem vindo a afirmar-se, tendo já participado em duas edições do Mozambique Fashion Week e sido reconhecida pelo Ministério da Indústria e Comércio Moçambicano com um selo de qualidade que marca a sua roupa. “Passamos a fazer parte do mapa. Recebemos o certificado Made in Mozambique ficamos mais expostos.”
Saiba mais na página seguinte