Acabada de chegar dos Estados Unidos da América, onde está a tirar um curso de design, costura e moldagem, Carla Pinto está em Maputo para participar num dos maiores eventos de moda do país, o Mozambique Fashion Week. Graças a sua loja ‘Ideias a Metro’, criada há 6 anos na província de Tete, a estilista portuguesa vai poder participar, pela 4ª vez no evento como estilista estabelecido, ou melhor, como estilista nacional.
Ao SAPO Moçambique, Carla Pinto falou da colecção que vai apresentar na 7ª edição do MFW, a realizar-se na semana de 5 a 10 de Dezembro. Contou também a sua experiência como empresária de têxtil em Moçambique e os segredos de sucesso das suas criações.
SAPO MZ: O que vai apresentar na 7ª edição do Mozambique Fashion Week 2011?
Carla Pinto: A colecção deste ano vai muito no seguimento das criações apresentadas nos anos anteriores, ou seja, uma colecção urbana, moderna e versátil, onde vamos ter vestidos, casacos, calças, calções.
SAPO MZ: Vai usar a capulana?
CP: Sim, vou usar a capulana tradicional moçambicana.
SAPO MZ: Quantas peças vai apresentar?
CP: Como estilista estabelecido vou apresentar 20 peças e vão estar divididas em cinco grupos de quatro peças diferentes.
SAPO MZ: Sempre na linha feminina?
CP: Sim sempre. Adoro criar peças de roupa para o público feminino, que é o meu maior público. Já fiz algumas peças masculinas, mas o que me dá maior gosto é criar peças femininas.
SAPO MZ: Que cores vai usar este ano?
CP: Tons castanhos e azuis. Tanto que não vou usar estampas muito maiores.
SAPO MZ: O tema ‘Veste Moçambique’ vai estar representado na sua colecção?
CP: Vai estar de alguma forma, uma vez que a capulana é uma tradição de Moçambique.
SAPO MZ: Foi difícil criar a colecção?
CP: Não. Quando a pessoa faz as coisas com gosto, nada é difícil (risos).
SAPO MZ: Quando surge o gosto pela moda?
CP: É muito estranho porque sempre amei de paixão a moda. Só quando cheguei a Moçambique é que o gosto tornou-se real e decidi criar um negócio ligado à moda, a ‘Ideias a Metro’.
Lembro-me que desde pequena fazia vestidos para mim e para as minhas amigas.
Só não fiz moda antes porque em Portugal, em termos de saídas profissionais, não poderia vingar-me, e por isso licenciei-me em Comunicação Empresarial.
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