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Solange dá-se a conhecer

Magnetizada pela imagem

Qual é o teu nome completo?

Solange Mariza Pereira dos Santos.

Nascente onde e quando?

Na Beira, a 22 de Fevereiro de 1975.

Quando é que começaste a entusiasmar-te pela fotografia?

Já não me recordo bem mas foi muito nova. Lembro-me que o meu primeiro entusiasmo surgiu quando vi uma exposição em Harare, no Zimbabwe, nos anos 80’, quando lá estudava. Aqui estávamos em guerra e durante a guerra é muito difícil as pessoas apreciarem a arte. As necessidades eram muito grandes para as pessoas perceberem a dimensão real da arte. Lembro-me que era uma exposição a preto e branco do mundo rural do Zimbabwe.

Quando é que disseste: Vou ser fotógrafa?

Já não me lembro bem. Devido à profissão do meu ex-marido, que trabalhava numa empresa de construção civil multinacional, viajávamos muito e vivemos em diversos países, tanto na Europa como em África. Comecei então, incentivada por ele, que achava que eu tinha muito jeito, por fazer fotografia de viagem, de paisagem. Mas era ainda por lazer. Depois as pessoas começaram a pedir-me para eu as fotografar e comecei a fazer retrato, sobretudo de família.

Fizeste algum curso de fotografia?

Fiz um, de um ano, em Nova Iorque.

Abordava algum aspecto específico?

Não, era de fotografia no geral.

O teu estúdio está prenhe de retratos.

É verdade. Abri este estúdio há dois anos para fazer essencialmente retrato. Depois, devido às dificuldades do país, comecei a fazer imagens para publicidade, para capas de CD’s e de livros, para moda, logótipos, etc.

Vive-se da fotografia em Moçambique?

As imagens são muito precisas. Nas revistas, nos jornais, na publicidade, tudo isso vive de imagens. Este país começa agora a mexer (risos).

Que tipo de retrato te dá mais gozo fazer?

O de estúdio, esse é o meu preferido, embora também faça na rua, mas gosto incomparavelmente mais da intimidade do estúdio.

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