As misturas de metais pesados davam o tom esverdeado para impregnar e proteger as pálpebras dos nobres. É também com a civilização egípcia que surge a distinção: “Mulher de pele clara” e “Homem de pele escura”. Cleópatra bem representou o ideal de beleza daqueles tempos.
Carismática e poderosa, Cleópatra imortalizou o seu banho de leite. Maquilhava também os seus olhos e sobrancelhas, reforçados e alongados com uma tinta preta especial (khol), de forma a simular a elegância dos animais, felinos tão estimados nesta época. Tal como Cleópatra, já nesta altura as mulheres faziam uso de cores fortes de tintas e pós de plantas para adornar as pálpebras dos olhos.
Grécia Antiga
A obsessão gregoriana pelo “Belo” era de tal forma intensa que a nobreza detinha uma tropa de escravos encarregada de pentear e maquilhar diariamente os seus senhores. Este povo acreditava que o belo poderia ser calculado por proporções matemáticas do corpo.
A maquilhagem na Grécia utilizava produtos iguais aos dos egípcios: tinta para olhos e para os lábios, coloração branca à base de chumbo e vermelha à base de algas, amoras ou terra ocre, algumas vezes misturadas com o terrível mercúrio. Assim como no Egipto, os espelhos não eram feitos de vidro, mas de metal polido.
A vaidade e os preparativos de beleza eram comuns a praticamente todas as mulheres. Prostitutas da época costumavam usar maquilhagem pesada, principalmente blush para as bochechas e pó branco à base de chumbo, para cobrir o rosto. Espátulas, colheres, osso e marfim serviam para misturar e espalhar os produtos.
Havia mesmo especialistas na fabricação de produtos para maquilhagem, que vendiam os preparados já prontos. Algumas escravas também se especializavam na arte de maquilhar as suas senhoras.
Idade Média
Nesta sociedade, todas as formas de representação de beleza assumidas pelo sexo feminino estavam sujeitas a repressões morais e punições, por imposição da Igreja Católica. A mulher passou a assumir um rosto pálido e inexpressivo.
A visão da maquilhagem mudou, trazendo a tendência de uma pele mais aristocrática, além de ser normal depilar os cabelos cerca de seis centímetros a partir da testa, às vezes chegava-se a depilar toda a sobrancelha.
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